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Peças impressas em 3D em aviões Airbus com Ultem 9085

Se você voou nos últimos cinco anos, há grande chance de ter estado em um avião com centenas ou milhares de peças impressas em 3D. A Airbus utiliza manufatura aditiva industrial em escala de produção, principalmente com o material Ultem 9085, para componentes funcionais certificados. A Voxel fornece tecnologia FDM industrial para aplicações aeroespaciais.


Manufatura aditiva certificada substituiu processos tradicionais em produção aeroespacial


Interior de cabine de avião mostrando áreas com componentes impressos em 3D
Interior de cabine de avião mostrando áreas com componentes impressos em 3D

Peças impressas em 3D já voam em aviões comerciais


A maioria dos passageiros não sabe que aviões modernos carregam milhares de componentes fabricados por impressão 3D. Não são protótipos ou peças de demonstração. São partes de produção certificadas, prontas para voo, feitas com tecnologia FDM industrial e materiais de alta temperatura.


A Airbus implementou fluxos de produção sustentáveis onde manufatura aditiva é parte padronizada do processo. Essas peças voam em múltiplas plataformas de aviões, com volumes de produção significativos repetidos ano após ano. Quando uma peça é certificada e integrada ao ecossistema de produção aeroespacial, torna-se praticamente irreversível.


Onde a impressão 3D é aplicada em aviões


As aplicações concentram-se em componentes funcionais internos. Sistemas HVAC, dutos de ventilação, suportes estruturais internos e peças de serviço. Essa categoria é ideal para manufatura aditiva porque permite geometrias complexas impossíveis com processos convencionais.


Condutos de ar personalizados aproveitam o design generativo para otimizar fluxo e reduzir peso. Suportes e brackets eliminam necessidade de ferramental. Peças de reposição são produzidas sob demanda, sem estoque físico. Se um componente precisa de melhoria após seis meses de serviço, é possível iterar o design sem descartar milhares de peças em inventário.


A geometria complexa combinada com termoplásticos de engenharia, volumes de produção baixo a médio, iteração rápida e requisitos de tempo de atividade definem o ponto ideal para impressão 3D industrial aeroespacial.


Componentes HVAC impressos em 3D com geometria complexa para sistemas de ventilação
Componentes HVAC impressos em 3D com geometria complexa para sistemas de ventilação

Ultem 9085: material certificado para aviação


O Ultem 9085, ou Polietherimida grau 9085, é um termoplástico de alta performance desenvolvido especificamente para aplicações aeroespaciais. Possui certificação FST (Flame, Smoke, Toxicity) com classificação UL94V-0, atendendo requisitos rigorosos de segurança contra fogo.


A relação resistência-peso é superior a muitos metais leves. As propriedades mecânicas mantêm-se estáveis em ambientes de operação exigentes. O processamento é confiável em ambiente industrial, com repetibilidade comprovada em milhares de ciclos de produção.


Material Ultem 9085 em grânulos para impressão 3D industrial
Material Ultem 9085 em grânulos para impressão 3D industrial

Especificações Técnicas do Ultem 9085


Propriedade | Valor Resistência à tração | 72 MPa (eixo Z) Módulo de tração | 2.280 MPa Temperatura de deflexão | 153°C (0.45 MPa) Classificação de fogo | UL94V-0 / FAR 25.853 Densidade | 1,34 g/cm³


Por que o aeroespacial adotou impressão 3D


A indústria aeroespacial é conservadora por necessidade. Falhas podem resultar em fatalidades. As barreiras de certificação são extremamente altas, a segurança domina cada decisão, e a rastreabilidade e repetibilidade são obrigatórias. Se um processo não pode ser controlado com precisão, ele não é adotado.


A manufatura aditiva foi validada porque resolve problemas operacionais reais. Redução de peso em componentes estruturais internos diminui consumo de combustível. Consolidação de peças reduz tempo de montagem e pontos de falha. Lead time de reposição cai de meses para dias com inventário digital.


Componente estrutural interno impresso em 3D para aplicação aeroespacial
Componente estrutural interno impresso em 3D para aplicação aeroespacial

Quando o setor aeroespacial adota uma tecnologia em escala de produção, isso valida a maturidade do processo. Defesa observa aeroespacial. Transporte observa aeroespacial. Médico observa aeroespacial. A adoção migra naturalmente para outras indústrias.


Vantagens da manufatura aditiva em produção aeroespacial


  • Redução de peso: Otimização topológica e estruturas lattice reduzem massa sem comprometer resistência mecânica

  • Consolidação de peças: Montagens com 15-20 componentes substituídas por peça única impressa, eliminando pontos de fixação

  • Inventário digital: Peças armazenadas como arquivos CAD, produzidas sob demanda, eliminando estoque físico obsoleto

  • Iteração rápida: Alterações de design implementadas sem modificação de ferramental ou moldes

  • Geometrias impossíveis: Canais internos de refrigeração, estruturas orgânicas e formas complexas não viáveis com usinagem

  • Requisitos para impressão 3D aeroespacial


A certificação aeroespacial exige controle de processo rigoroso. Temperatura da câmara controlada com precisão de ±2°C. Rastreabilidade completa do lote de material até a peça final. Validação dimensional com tolerâncias de ±0,1mm. Testes mecânicos em amostras de cada lote de produção.

Impressoras industriais como sistemas IDEX de alta temperatura garantem repetibilidade.


Ambientes térmicos controlados eliminam empenamento e deformação. Impressões de longa duração exigem estabilidade mecânica e precisão de camadas.



Perguntas Frequentes

Quais aviões Airbus usam peças impressas em 3D??

A Airbus implementou peças impressas em 3D em múltiplas plataformas, incluindo A320, A350 e A380. Boeing, Embraer e outros fabricantes também adotaram a tecnologia em escala de produção para componentes internos e sistemas funcionais.

O Ultem 9085 é certificado para uso em aviação?

Sim. O Ultem 9085 possui certificação FST (Flame, Smoke, Toxicity) com classificação UL94V-0 e atende aos requisitos FAR 25.853 para materiais de interiores de aeronaves comerciais.

Quais peças NÃO são impressas em 3D nos aviões?

Componentes estruturais primários como asas, fuselagem e trem de pouso ainda utilizam manufatura convencional. A impressão 3D concentra-se em componentes internos, sistemas HVAC, suportes e peças de baixo volume com geometria complexa.

Quanto custa uma impressora 3D industrial para produção aeroespacial?

Sistemas FDM industriais com controle térmico adequado para Ultem 9085 variam entre R$ 200 mil e R$ 1,5 milhão, dependendo do volume de construção e nível de automação. O investimento justifica-se pela redução de lead time e eliminação de ferramental.

A Voxel fornece soluções para manufatura aditiva aeroespacial?

Sim. A Voxel fornece impressoras 3D FDM industriais compatíveis com Ultem 9085, materiais certificados e suporte técnico especializado para aplicações que exigem controle de processo e rastreabilidade completa.


Veja também: Impressão 3D FDM industrial · Materiais de alta temperatura para impressão 3D · Certificação de peças impressas em 3D.


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