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Serviço de Impressão 3D em Metal | Voxel Manufatura

Escrito por Voxel Manufatura | Sep 17, 2026, 2:43:08 PM
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Serviço de impressão 3D em metal: peça pronta sem laser

Artigo técnico17 de setembro de 20268 min de leituraVoxel Manufatura
Suporte estrutural metálico obtido por manufatura aditiva. Fonte: Forward AM

O suporte em 316L entra no centro de usinagem como bloco maciço, e a maior parte dele sai como cavaco. A mesma geometria nasce de uma cuba de pó, com o lote inteiro no mesmo ciclo.

O engenheiro que usina um suporte estrutural em aço inoxidável 316L conhece a conta: o bloco entra inteiro, o cavaco sai, e o tempo de máquina cresce com a complexidade da geometria. Furo cruzado e rebaixo interno obrigam a virar a peça. Cada virada é uma nova fixação, e a referência se refaz do zero.

A rota ColdMetalFusion muda o ponto de partida. A peça nasce da mesma impressora de pó polimérico que já existe no chão de fábrica, passa por extração química do ligante e termina em forno de sinterização. A rota dispensa o laser de metal e a câmara inerte de impressão, e dispensa junto o investimento nos dois. Para quem quer só a peça, existe o serviço.

O que acontece quando você manda o arquivo

O arquivo do suporte percorre cinco etapas na Voxel, e o que volta é o componente em 316L pronto para montagem.

  • Análise de fabricabilidadea engenharia confere espessura de parede, raio interno e região de apoio, e devolve o que precisa mudar antes de imprimir.
  • Impressão da peça verdeo feedstock da Headmade, que é o pó metálico revestido de ligante polimérico, é processado em máquina de pó polimérico. A peça verde é a peça recém-impressa, ainda com todo o ligante dentro.
  • Extração do liganteo debinder químico retira o ligante em acetona, em circuito fechado, e entrega a peça marrom, que é a peça já sem o ligante e ainda sem a densidade final.
  • Sinterizaçãoo forno leva a peça marrom até a densidade final, com a curva travada da liga.
  • Acabamento e inspeçãojateamento, usinagem dos assentos críticos quando o desenho exige, e conferência dimensional.

O arquivo entra em STL, STEP ou 3MF. O que volta é o componente em 316L, com a rastreabilidade do lote de pó e o registro do ciclo de forno. Você não compra a impressora nem o forno.

Por que a rota dispensa o laser

Fusão a laser de pó metálico
ColdMetalFusion
Laser de fibra funde o pó metálico camada a camada
Laser de baixa potência funde apenas o ligante polimérico
Câmara inerte com argônio durante toda a impressão
Impressão em máquina de pó polimérico, sem atmosfera inerte
Suporte metálico ancorado na placa, removido por serra ou eletroerosão
Peça verde solta dentro do pó não fundido, sem suporte ancorado
Tensão residual do gradiente térmico exige alívio de tensão
Densificação isotérmica no forno, sem gradiente de fusão local

A diferença está em qual material o laser funde. Na fusão direta, ele funde o metal, e o gradiente térmico entre a poça e a camada fria abaixo gera tensão residual. Na rota ColdMetalFusion, o laser funde o ligante polimérico que envolve a partícula metálica, a uma fração daquela energia. O metal só chega à temperatura de sinterização depois, dentro do forno, com a peça inteira aquecendo junto.

O forno é onde a propriedade mecânica nasce. O CMF Sinter 25 CG opera até 1.600 °C, com retorta de molibdênio e parede fria refrigerada a água, e mantém uniformidade de mais ou menos 5 K entre 500 e 1.500 °C, medida conforme a DIN 17052.

Os programas de ciclo chegam travados da Headmade, por liga, e o controlador Siemens S7-1500 registra o processo. É esse registro que responde quando o cliente pede o laudo do lote sinterizado.

Forno de sinterização do fluxo ColdMetalFusion

O roteiro do suporte, operação por operação

A rota aditiva encurta o roteiro do suporte ao que depende de tolerância apertada, e o restante das operações desaparece. Um suporte usinado em bloco percorre postos de trabalho, e cada troca de posto traz uma nova fixação. O desvio dimensional se acumula a cada uma delas.

Roteiro de fabricação de um suporte estrutural em 316L, por rota
EtapaUsinagem em blocoColdMetalFusion
Matéria-primaBloco maciço, com o volume descartado como cavacoFeedstock de pó, com o pó não fundido reaproveitado no ciclo
DesbastePosto de fresamento, com remoção do volume externoNão existe: a geometria nasce da camada
Virada e refixaçãoNova fixação e nova referência a cada faceNão existe: a peça é construída em uma única orientação
Geometria internaFuração cruzada e rebaixo, limitados pelo acesso da ferramentaCanal interno e parede fina saem da impressão
AcabamentoPosto de acabamento em todas as faces funcionaisUsinagem apenas do assento e da face de tolerância apertada
LotePeça a peça, com tempo de máquina por unidadeCuba cheia, com o mesmo ciclo produzindo o lote inteiro

A conta que interessa ao chão de fábrica está na última linha da tabela. O tempo de centro de usinagem é por peça. O ciclo de forno é por batelada, e ele custa o mesmo com uma peça dentro ou com a bandeja cheia.

Os números que a ficha declara

558558MPa

Resistência à tração

316L sinterizado, ensaio por DIN EN ISO 6892-1

50,950,9%

Alongamento na ruptura

Ductilidade preservada depois da sinterização

1.6001.600°C

Temperatura máxima do forno

Uniformidade de ±5 K entre 500 e 1.500 °C, por DIN 17052

Os valores de tração e de alongamento vêm de ensaio em laboratório terceiro sobre corpo de prova do feedstock Headmade 316L. O número da sua peça depende da geometria e da curva de sinterização aplicada, e ele se confirma por ensaio no componente final.

O que sai do forno, e o que ainda vai para a máquina

A peça sinterizada contrai, e a contração entra no arquivo antes da impressão. O fator é do feedstock e da liga, e ele se aplica na compensação do modelo. Superfície funcional com tolerância apertada continua saindo de usinagem, e o projeto precisa prever sobremetal nessas faces.

O forno entrega geometria consolidada e densidade final. Ele não entrega tolerância de ajuste fino nem rugosidade de superfície de vedação. Quem trata a peça sinterizada como peça acabada erra na especificação, e o erro aparece na montagem.

  • Geometria completa, com canal interno e parede fina que a fresa não alcança
  • Densidade final da liga, com a curva registrada no controlador
  • Superfície uniforme de sinterização, pronta para jateamento
  • Rastreabilidade do lote de pó e do ciclo de forno

A usinagem que permanece é de posto único: o assento do rolamento, a face de vedação e a rosca de precisão. São operações de acabamento sobre uma peça que já chega com a geometria pronta, e não o roteiro inteiro de desbaste.

A rota não elimina o centro de usinagem do chão de fábrica. Ela tira da máquina o trabalho de gerar forma, e deixa a máquina para o que só ela faz.

Componente metálico aditivo integrado ao conjunto. Fonte: Forward AM

As ligas liberadas para produção no forno são o 316L, o 17-4PH, o Ti6Al4V Grade 5 e o Inconel 625. O aço ferramenta M2, o H13 e o titânio Grade 1 estão em desenvolvimento, e não entram em peça de série. A escolha da liga se confere antes do orçamento, e não depois do arquivo aprovado. Conheça a linha de pó metálico ColdMetalFusion e os equipamentos de debinding e sinterização que fecham o fluxo.

Quando o serviço vence, e quando a máquina vence

A decisão entre contratar o serviço e montar a célula sai do volume de peças por mês e da recorrência do consumo, e nunca de preferência.

Critérios de decisão entre serviço e célula própria
SituaçãoO caminhoPor quê
Lote pontual, ou peça que ainda muda de revisãoServiçoO ciclo de forno é do fornecedor, e a mudança de projeto não vira sucata de investimento
Geometria única por cliente, em baixo volumeServiçoA célula ficaria ociosa entre campanhas
Validação de rota antes de investirServiçoA peça real responde o que a simulação não responde
Consumo recorrente, com campanha de forno cheiaCélula própriaO custo por peça cai quando o ciclo roda com a bandeja completa
Confidencialidade de projeto que não sai da plantaCélula própriaO arquivo e a peça permanecem dentro do perímetro do cliente
Já existe impressora de pó polimérico instaladaCélula própriaFaltam o debinder e o forno, e a impressão já está resolvida

Quem começa pelo serviço e vê o volume crescer chega na conta da célula com dado próprio: o número de peças por mês, a liga que consome e o tempo de forno que ocupa. É a conta que a Voxel não consegue estimar por você.

Mande o arquivo do suporte e receba a análise de fabricabilidade

A engenharia de aplicação devolve a orientação de construção, a liga indicada e as faces que permanecem em usinagem.

Falar com a engenharia
Perguntas frequentes

O que a engenharia pergunta antes de mandar o arquivo

Quais ligas o serviço entrega hoje?

As ligas liberadas para produção no forno são o aço inoxidável 316L, o aço inoxidável 17-4PH, o titânio Ti6Al4V Grade 5 e o Inconel 625. O aço ferramenta M2, o H13 e o titânio Grade 1 permanecem em desenvolvimento, e não entram em peça de série.

A peça sinterizada precisa de usinagem depois?

Depende da face. A geometria sai pronta do forno, inclusive canal interno e parede fina. Assento de rolamento, face de vedação e rosca de precisão continuam saindo de usinagem, e o projeto precisa prever sobremetal nessas superfícies.

Qual é o tamanho máximo da peça?

O envelope útil do forno CMF Sinter 25 CG é de 240 por 240 por 400 mm, com retorta de 250 por 250 por 410 mm. A impressão da peça verde tem o envelope da máquina de pó polimérico usada, e a peça precisa caber nos dois.

Como a rota controla a repetibilidade entre lotes?

Os programas de ciclo chegam travados da Headmade, por liga. O forno mantém uniformidade de mais ou menos 5 K entre 500 e 1.500 °C, medida conforme a DIN 17052, e o controlador Siemens S7-1500 registra o processo. Esse registro é o que responde ao pedido de laudo do lote.

Em que formato eu envio o arquivo?

STL, STEP, IGES ou 3MF. O STEP é preferível quando existe tolerância cotada, porque preserva a geometria paramétrica e o desenho de referência das faces funcionais.

Contratar o serviço impede montar a célula depois?

Não. O serviço usa o mesmo feedstock, o mesmo debinder e o mesmo forno que compõem a célula. A peça validada no serviço mantém a curva e a liga quando a produção migra para dentro da planta do cliente.

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